Uma peça que seja dura nas suas conclusões, Tão dura quanto maleável. Somente queria uma peça que servisse para uma pessoa E que em seguida essa pessoa servisse de exemplo para muitos. Queria atuar escrevendo, Queria escrever atuando. E sendo palavras e não apenas palavras, Voar tão alto quanto posso imaginar e além do que imagino. Abram-se as portas, Abram-se as cortinas, Abram-se o coração... Fechem aquela vida, Abram-se para a próxima E permitam-se rir, Não com as atuações das palavras, mas, Com a atuação da peça que quero viver...
Acordei sem quase acordar Para uma realidade oposta, mas fatual. Na inconsciência do meu ser Refletir é minha única possibilidade De pisar firmemente neste chão que é, Intencionalmente obscurecido por gotas de sangue, denso, abundante Advindas da minha tentativa de fuga. Fuga, não desse, mas do outro desse. Refúgio de incomensurável segurança, Com uma força insegura estabelecida numa possibilidade.
O meu mundo é relativamente igual a qualquer outro, Mas gradativamente decadente e, sobretudo, inconstante. Um dia é labirinto, um ano... É a outra possibilidade...